Silêncio
Edilaine R.
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A cada ano que passa eu silêncio mais. Vou silenciando a fala. Por outro lado, lá na mente as palavras ecoam. Os ecos daquelas tantas palavras que não foram ditas, colocadas para fora.
Na medida que o tempo passa os passos diminuem. A pressa de antes é paulatinamente substituída pela graça do um passo após o outro. Por que a pressa ? Por que correr ( pergunta-me a mente que faz o contrário ) ?
A lentidão do passo destoa com a pressa da mente. A mente vai embora, voa feito águia e sempre me pego caminhando cada vez mais lentamente como se fosse uma tartaruga.
O que a águia tem em comum com a tartaruga ? Nada eu penso, são apenas contrários em sua experiência de caminho, de vida.
O corpo não raras vezes tem vida própria e contraria sistematicamente o que deseja a mente. No entanto, a mente é mais poderosa e ganha sempre do corpo.
Enquanto planejo uma viagem, um passeio, a produção de um texto, a mente vai primeiro - ao destino e volta sem o corpo ter saído do lugar. Encontra pessoas, conversa, troca experiências, volta mais aberta e repleta de conhecimentos.
No silêncio de cada ano os conhecimentos acumulam-se nos baús da memória. Em cada baú há guardado inúmeras histórias e aventuras - que o corpo e a mente juntas produziram.
Em cada história uma imensidão de palavras, sonhos e vivências. Vivências como se sabe, podem ser boas e más. Logo, rememorar essas histórias é vivenciá-las de novo – prontamente, a velocidade da luz, estou lá de volta.
O que eu faço com as reminicências más ? Volto, refaço o caminho, fico triste, choro e final da história sorrio e me pergunto o que o mau me trouxe de bom ? É, porque nada é mau por inteiro ...
Com as histórias e aventuras boas nem preciso dizer que me divirto de novo.
É claro que como não estou morta - embora o corpo insista em querer parar, novas histórias e aventuras vão sendo produzidas no cotidiano. Daí, novos baús surgem e vão dando um jeito de se arrumar nos espaços da mente.
Essa arrumação vai ficando cada vez mais fácil e talvez seja por isso que eu vou silenciando mais a cada ano .
20 Fev 2011 03:00h ( madrugada )
Meu Livro (em fase de construção): "Um Olhar em viés sobre o Cotidiano"
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Insônia
Segunda, 02 Junho de 2010, 16:30h
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Insônia
Edilaine R.
Você já teve insônia ?
Tem noite que ela chega de mansinho. Outra noite ela surge de sopetão, instala e não vai embora até a luz do dia vazar pela janela.
A insônia é fria e calculista. Não tem dó nem piedade. Suga tua energia e te põe à nocaute.
Pode ser leve, transitória, séria e duradoura.
A insônia leve brinca e faz manha, mas deixa você dormir. A transitória te acompanha por um período como ‘passatempo’. Já a séria não gosta de mimos e brincadeiras e te faz sair dos eixos. A mais cruel é a duradoura, pois ela te arrasa, literalmente.
A insônia duradoura cria raízes e se entranha no chão [na alma]. Esta insônia é um contrato firmado e tem até testemunha – psiquiatras, psicólogos e amigos. Por noites a fio te faz fritar na cama, no sofá, no tapete. Perambula-se entorpecido. Inverno, verão, outono, primavera, passa por todas as estações, ela é atemporal.
Ignora as horas e os compromissos assumidos. Sem norte, sem bússola. Perversa deveria ser seu nome, pois te faz sucumbir de olhos abertos. Não pede licença e não se desculpa.
Atacante, se fosse de seleção, marcava todos os gols. Desgovernada, sem freio, sem limites.
Autoritária, implanta ditadura, outorga uma Constituição e lhe enfia goela a baixo, sem acordo, concordância ou diálogo.
A luz do dia seguinte é um contínuo ciclo. Círculo, roda, bola que rola com ou sem vento.
Não te quer parceiro, te quer escravo: te açoita todas as noites, arranca-lhe o sangue, expõe a pele, torna ferida.
Marca com ferro e provoca dor, é ferida aberta, na espera de um dia cicatrizar-se.
Mais um dia, mais uma noite, sucessivamente .
21:02h
Meu Livro (em fase de construção): "Um Olhar em viés sobre o Cotidiano"
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Insônia
Edilaine R.
Você já teve insônia ?
Tem noite que ela chega de mansinho. Outra noite ela surge de sopetão, instala e não vai embora até a luz do dia vazar pela janela.
A insônia é fria e calculista. Não tem dó nem piedade. Suga tua energia e te põe à nocaute.
Pode ser leve, transitória, séria e duradoura.
A insônia leve brinca e faz manha, mas deixa você dormir. A transitória te acompanha por um período como ‘passatempo’. Já a séria não gosta de mimos e brincadeiras e te faz sair dos eixos. A mais cruel é a duradoura, pois ela te arrasa, literalmente.
A insônia duradoura cria raízes e se entranha no chão [na alma]. Esta insônia é um contrato firmado e tem até testemunha – psiquiatras, psicólogos e amigos. Por noites a fio te faz fritar na cama, no sofá, no tapete. Perambula-se entorpecido. Inverno, verão, outono, primavera, passa por todas as estações, ela é atemporal.
Ignora as horas e os compromissos assumidos. Sem norte, sem bússola. Perversa deveria ser seu nome, pois te faz sucumbir de olhos abertos. Não pede licença e não se desculpa.
Atacante, se fosse de seleção, marcava todos os gols. Desgovernada, sem freio, sem limites.
Autoritária, implanta ditadura, outorga uma Constituição e lhe enfia goela a baixo, sem acordo, concordância ou diálogo.
A luz do dia seguinte é um contínuo ciclo. Círculo, roda, bola que rola com ou sem vento.
Não te quer parceiro, te quer escravo: te açoita todas as noites, arranca-lhe o sangue, expõe a pele, torna ferida.
Marca com ferro e provoca dor, é ferida aberta, na espera de um dia cicatrizar-se.
Mais um dia, mais uma noite, sucessivamente .
21:02h
Meu Livro (em fase de construção): "Um Olhar em viés sobre o Cotidiano"
Comentário sobre o texto: "Talvez esteja na hora de se promover uma campanha pela moralização dos tribunais em todas as suas instâncias"
Talvez esteja na hora de se promover uma campanha pela moralização dos tribunais em todas as suas instâncias
Comentário sobre o Texto publicado no Jornal - O Estado - Política e imprensa
"Talvez esteja seja na hora de se promover uma campanha pela moralização dos tribunais em todas as suas instâncias". Isabel Lustosa
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Comentário para refletir:
Edilaine R.
Para Moralizar é preciso observar os costumes de uma sociedade.
No Brasil a “práxis costumeira” é a do poder, do capital. Desse modo, quem tem Capital parece tudo poder .. em termos de Legislação, muito embora a Constituição Brasileira postule que todos os brasileiros são iguais perante a Lei.
Logo, para mudar é preciso transformação a começar pelos usos e costumes, ou a Moral e a ética que se origina a partir dela.
01 Agosto 201017:02h
Comentário sobre o Texto publicado no Jornal - O Estado - Política e imprensa
"Talvez esteja seja na hora de se promover uma campanha pela moralização dos tribunais em todas as suas instâncias". Isabel Lustosa
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Comentário para refletir:
Edilaine R.
Para Moralizar é preciso observar os costumes de uma sociedade.
No Brasil a “práxis costumeira” é a do poder, do capital. Desse modo, quem tem Capital parece tudo poder .. em termos de Legislação, muito embora a Constituição Brasileira postule que todos os brasileiros são iguais perante a Lei.
Logo, para mudar é preciso transformação a começar pelos usos e costumes, ou a Moral e a ética que se origina a partir dela.
01 Agosto 201017:02h
Comentário dobre a Lei da Palmada ( da Deputada Maria do Rosário, PT/RS )
Sobre a Lei da Palmada:
O projeto estabelece ainda “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”.
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Comentário para refletir:
Edilaine R.
Penso que na medida crescente em que se retira do indivíduo a possibilidade de escolha - e de ser autônomo - torna-o perdido, dependente e alienado - objetiva e subjetivamente .
A ingerência do Estado Brasileiro parece que nos impurra a cada Lei, Resolução ... cada vez mais para dentro da caverna (lembram-se do Mito da Caverna de Platão ?), afinal alienados não pensam, não sabem pensar e não questionam . Daí quem ousa questionar é dado como louco ou subversivo !
Essa ingerência do Estado no meu ponto de vista, desvela um forte vies autoritário ( e ditatorial ), somente não enxerga quem não quer ou não consegue ver ...
Infelizmente, nosso país caminha por dias escuros ( meu amigo diz, que "não vê luz no fim do túnel", talvez ele tenha razão ), isso é preocupante e triste .
Neste tocante, as poucas mentes pensantes deste país, em grande maioria parecem estar mais preocupadas em arrecadar fundos para manter a salvo o próprio hedonismo.
16:53h
O projeto estabelece ainda “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”.
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Comentário para refletir:
Edilaine R.
Penso que na medida crescente em que se retira do indivíduo a possibilidade de escolha - e de ser autônomo - torna-o perdido, dependente e alienado - objetiva e subjetivamente .
A ingerência do Estado Brasileiro parece que nos impurra a cada Lei, Resolução ... cada vez mais para dentro da caverna (lembram-se do Mito da Caverna de Platão ?), afinal alienados não pensam, não sabem pensar e não questionam . Daí quem ousa questionar é dado como louco ou subversivo !
Essa ingerência do Estado no meu ponto de vista, desvela um forte vies autoritário ( e ditatorial ), somente não enxerga quem não quer ou não consegue ver ...
Infelizmente, nosso país caminha por dias escuros ( meu amigo diz, que "não vê luz no fim do túnel", talvez ele tenha razão ), isso é preocupante e triste .
Neste tocante, as poucas mentes pensantes deste país, em grande maioria parecem estar mais preocupadas em arrecadar fundos para manter a salvo o próprio hedonismo.
16:53h
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