quarta-feira, 9 de abril de 2014

Do cotidiano

Do cotidiano 


É raro encontrar alguém que olha para as nuvens e repara na lua. 
Se o céu está claro, se mostra um azul profundo com imensidão infinita como um sonho bom.
Se o vento sopra forte ou uma brisa leve toca a pele; ou ainda se o vento falta.
Nessa correria cotidiana, quase ninguém olha para nada. Nada repara.
Não vê detalhes. Não tem olhos nos olhos. Sem doçura. 
No cinismo amargo do século-vinte-e-um a desconfiança segue de mãos dadas com o desamor.
Aonde foi parar aquela gente que usava o sentimento para conhecer o outro?


Por Edilaine R.,
03 abril 2014, 20:45h

Saudade

Saudade


A saudade é de uma completude irracional - porque contraria toda a lógica e razão. Só faz sentido dentro de um recorte atemporal. 
E na ausência de sentido - nada mais ...


Por Edilaine R.,
09 abril 2014

* Imagem: google




segunda-feira, 5 de março de 2012

Importância do Medicamento Genérico no Brasil

IMPORTÂNCIA DO MEDICAMENTO GENÉRICO NO BRASIL *



Edilaine R.

A produção de medicamento genérico existe desde a década de 1960. Nos países Europeus, bem como nos Estados Unidos e Canadá os medicamentos genéricos são comercializados há muito tempo.

Já no Brasil os genéricos começaram a ser vistos de maneira mais séria a partir da Lei n° 9.787/99 que instituiu normas para a sua produção, dispensação e comercialização. A partir desta Lei sabe-se que o medicamento genérico é um direito inalienável dos cidadãos brasileiros.

Os profissionais que prescrevem medicamentos no Brasil, devem conhecer e reconhecer que o medicamento genérico é um ótimo recurso de adesão ao tratamento farmacoterapêutico a ser sugerido por eles, principalmente por seu baixo custo e qualidade inquestionável em comparação ao Medicamento de Referência. Observando-se que estes profissionais têm o direito de não querer prescrever o genérico.

No entanto, é bom observar que embora os prescritores tenham o direito de não querer prescrever os Medicamentos Genéricos - muitos não o fazem por puro preconceito - e não embasados em pesquisas científicas, pois pesquisas atuais sugerem que estes [ os genéricos ] são tão eficazes quanto os medicamentos "de marca". Logo, alegar que os medicamentos genéricos "seriam inferiores" devido a não ter uma marca ou por serem mais baratos - implica em preconceito.

Explicando os termos.

De maneira simples, o MEDICAMENTO GENÉRICO pode ser entendido como aquele que contém o mesmo princípio ativo (fármaco), na mesma dose (por ex., 5mg) e forma farmacêutica (por ex., cápsula, xarope), é administrado pela mesma via (por ex., oral, injetável), e mesma indicação (por ex., analgésico) do medicamento de referência .

Por sua vez, o medicamento de REFERÊNCIA é, em geral, aquele que obteve o primeiro registro na Vigilância Sanitária. Também pode ser inovador ou original, ou seja, que investiu na pesquisa clínica, no desenvolvimento farmacotécnico, exibindo biodisponibilidade, segurança e eficácia comprovadas.

Assim, o medicamento genérico deve garantir a mesma qualidade, biodisponibilidade, segurança e eficácia do medicamento de referência através dos estudos de bioequivalência. Isto deve ocorrer de maneira que a substituição do medicamento de referência pelo genérico possa ser vantajosa para o consumidor.

Há ainda o medicamento SIMILAR que é a cópia do medicamento de referência. O medicamento similar não foi submetido ao teste de equivalência farmacêutica e portanto não comprova sua intercambiabilidade (possibilidade de troca) .

Enfim, vale lembrar que o Farmacêutico Responsável é quem deve assumir o papel de agente na indicação do medicamento genérico quando o médico não se manifestou em contrário e o balconista jamais poderá efetuar a substituição.
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*Artigo publicado no Jornal Negócios Regionais em 31 Março de 2010. Disponível em:














quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Abismo


Abismo



O abismo é sedutor.



Quem já esteve na beirada de um abismo sabe o quanto este é atraente.
O eco que sobe do fundo encanta : de melodia doce e misteriosa . Um prenúncio de paz ?
O outro pé não ousou a pisar no ar, no nada .
Simplesmente, por nada saber a respeito do ar, a respeito do nada.


Por Edilaine R.
29 Fevereiro 2012 ; 16:57h

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As pedras no meu caminho ....

Ah, eu adoro pedras ... até as coleciono ,
mas as de gelo sempre derretem eu só fico com as lembranças ...
30 Nov.2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Ídolo: Charlie Sheen ?

Ídolo: Charlie Sheen ?


Edilaine Rodrigues


26 Nov. 2011



No dicionário informal web define-se ídolo como:



(1) Figura, estátua que representa uma divindade que se adora.



(2)Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente: ele é o ídolo da juventude.



(3)Diz-se de certas figuras que desfrutam de grande popularidade (artistas de cinema, cantores populares, jogadores de futebol etc.).



Isto posto, ídolo representa alguém cujas características invocam a mimetização.



Outro dia, vi um post encandaloso que colocava o Charlie Sheen como ídolo. Ídolo, pensei ?



Pensei, pensei e pensei sobre isso por dias. Como pode este ator representar um ídolo ? Ídolo por que ? Para quem ?



Que tipo de gente idolatra este tipo de gente ?



Até onde consta da história desse sujeito ele é obsceno com a própria vida. Bebe além da conta, fuma, usa drogas, briga, surra a esposa . Nem vou entrar no mérito de que dá festas em orgias e tem uma dúzia de amantes. Foi demitido de uma série de sucesso por ser intolerante, irresponsável e mal educado com seu superior.



No mínimo tem problemas de limite - sem aprofundar na natureza psicodinâmica.



O encandalo está em justamente ele fazer sucesso por ser tosco.



Como pode nos dias de hoje - com tanta informação disponível - alguém ainda fazer sucesso sendo tosco ? Adorar um sujeito que é exemplo de tudo aquilo que não se deve ser ?



Não, não se iluda, definitivamente ele não é um gênio incompreendido.



Ah, lembrei o sujeito tem rios de dinheiro - o que "talvez justificaria" ele "poder" ser tosco . É, vivemos em um mundo onde o Capital ainda é o supra-sumo; o mercantilhismo é palavra-chave e idiotices de milionários são toleráveis - quando não capazes de cooptar mentes e juízos.



Se ser intolerante, irresponsável, drogadicto, mal educado torna alguém ídolo - uma divindade a ser copiada; o seu oposto: a tolerância, responsabilidade, bom senso, respeito e educação está "fora de moda" ? Logo, quem não o acha um ídolo e sente mal estar em observar as pessoas reproduzindo comportamentos grotescos , está "out" ?



Dias de escuridão na pós-modernidade ou hipermodernidade.



Com tanta evolução - acabamos por involuir ? Neste ponto, começo a desconfiar da Teoria de Charles Darwin . Não é para menos.



Você já parou para observar o que os "seres humanos" tem feito consigo e com a natureza ? A ideia não era "evoluir a partir de um ancentral comum" ? Ou é exatamente isso que acontece ? Tendo pais toscos os filhos à posteriori serão toscos e meio ?



E onde fica a seleção natural ? A dúvida está posta . Parece que a seleção natural vale para os insetos, animais marinhos, microorganismos e animais não racionais. Sim, neste ponto , não me resta mais dúvida, não vale para os tais "seres humanos".



Enfim, na Era da Escuridão, as luzes são escassas . Os ídolos os piores.





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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A ordem das coisas

A ordem das coisas ...
Tenho para comigo que um(a) bom(a) psicanalista é aquele(a) que quebra a ordem lógica do raciocínio, o padrão, o linear, o perfeitinho e de viés insere uma nova ideia .
12 Agosto 2011, 10:41h