Ah, eu adoro pedras ... até as coleciono ,
mas as de gelo sempre derretem eu só fico com as lembranças ...
30 Nov.2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Ídolo: Charlie Sheen ?
Ídolo: Charlie Sheen ?
Edilaine Rodrigues
26 Nov. 2011
.
Edilaine Rodrigues
26 Nov. 2011
No dicionário informal web define-se ídolo como:
(1) Figura, estátua que representa uma divindade que se adora.
(2)Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente: ele é o ídolo da juventude.
(3)Diz-se de certas figuras que desfrutam de grande popularidade (artistas de cinema, cantores populares, jogadores de futebol etc.).
Isto posto, ídolo representa alguém cujas características invocam a mimetização.
Outro dia, vi um post encandaloso que colocava o Charlie Sheen como ídolo. Ídolo, pensei ?
Pensei, pensei e pensei sobre isso por dias. Como pode este ator representar um ídolo ? Ídolo por que ? Para quem ?
Que tipo de gente idolatra este tipo de gente ?
Até onde consta da história desse sujeito ele é obsceno com a própria vida. Bebe além da conta, fuma, usa drogas, briga, surra a esposa . Nem vou entrar no mérito de que dá festas em orgias e tem uma dúzia de amantes. Foi demitido de uma série de sucesso por ser intolerante, irresponsável e mal educado com seu superior.
No mínimo tem problemas de limite - sem aprofundar na natureza psicodinâmica.
O encandalo está em justamente ele fazer sucesso por ser tosco.
Como pode nos dias de hoje - com tanta informação disponível - alguém ainda fazer sucesso sendo tosco ? Adorar um sujeito que é exemplo de tudo aquilo que não se deve ser ?
Não, não se iluda, definitivamente ele não é um gênio incompreendido.
Ah, lembrei o sujeito tem rios de dinheiro - o que "talvez justificaria" ele "poder" ser tosco . É, vivemos em um mundo onde o Capital ainda é o supra-sumo; o mercantilhismo é palavra-chave e idiotices de milionários são toleráveis - quando não capazes de cooptar mentes e juízos.
Se ser intolerante, irresponsável, drogadicto, mal educado torna alguém ídolo - uma divindade a ser copiada; o seu oposto: a tolerância, responsabilidade, bom senso, respeito e educação está "fora de moda" ? Logo, quem não o acha um ídolo e sente mal estar em observar as pessoas reproduzindo comportamentos grotescos , está "out" ?
Dias de escuridão na pós-modernidade ou hipermodernidade.
Com tanta evolução - acabamos por involuir ? Neste ponto, começo a desconfiar da Teoria de Charles Darwin . Não é para menos.
Você já parou para observar o que os "seres humanos" tem feito consigo e com a natureza ? A ideia não era "evoluir a partir de um ancentral comum" ? Ou é exatamente isso que acontece ? Tendo pais toscos os filhos à posteriori serão toscos e meio ?
E onde fica a seleção natural ? A dúvida está posta . Parece que a seleção natural vale para os insetos, animais marinhos, microorganismos e animais não racionais. Sim, neste ponto , não me resta mais dúvida, não vale para os tais "seres humanos".
Enfim, na Era da Escuridão, as luzes são escassas . Os ídolos os piores.
.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A ordem das coisas
A ordem das coisas ...
Tenho para comigo que um(a) bom(a) psicanalista é aquele(a) que quebra a ordem lógica do raciocínio, o padrão, o linear, o perfeitinho e de viés insere uma nova ideia .
12 Agosto 2011, 10:41h
Tenho para comigo que um(a) bom(a) psicanalista é aquele(a) que quebra a ordem lógica do raciocínio, o padrão, o linear, o perfeitinho e de viés insere uma nova ideia .
12 Agosto 2011, 10:41h
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Memórias do passado
Passado
Não dá para brigar com as lembranças do passado ... diferente do presente, aquele não pode ser aniquilado, apagado ou modificado . Melhor não confrontá-lo ou evitá-lo ... deixo-o vir e ir de vez em quando ... e fico em paz . ( Eu, eu mesma, e Edilaine Rodrigues )
14 Julho 2011, 16:53h
Não dá para brigar com as lembranças do passado ... diferente do presente, aquele não pode ser aniquilado, apagado ou modificado . Melhor não confrontá-lo ou evitá-lo ... deixo-o vir e ir de vez em quando ... e fico em paz . ( Eu, eu mesma, e Edilaine Rodrigues )
14 Julho 2011, 16:53h
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Aniversário
Aniversário !
Edilaine R.
Em todo aniversário eu me lembro das palavras do meu querido amigo psicanalista G. Brun, “Edilaine, aniversário é mais um ano próximo da morte”. Para alguns essas palavras ressoam fúnebres, mas para mim, elas significam a possibilidade de viver mais um ano – se ele me for concedido inteiro.
Possibilidade é a senha e a proposta.
Mais um ano para acertar as contas com os erros do passado; para limpar as arestas; polir a pedra.
Polir a pedra, porque sempre há em nós uma parte feita de pedra bruta, resistente. Nesta pedra eu insisto em jogar água; como diz o sábio ditado popular “água mole me pedra dura ...”
Na medida em que limpo as arestas, vou extinguindo os cantos, as sombras que atrapalham meu campo de visão. Para quem é cego como o morcego, ou como eu, a visão é um ponto chave.
Quem me conhece, sabe que enxergar o que não se vê para mim é de suma importância. E em geral, enxergo aquilo que não se vê com facilidade. A cegueira como limite físico faz coisas extraordinárias – e a natureza sempre compensa uma limitação. Lidar com isso, nunca foi muito fácil. Entretanto, ninguém disse que seria.
Desse modo, vou desvelando os pequenos acontecimentos do cotidiano; olhando de soslaio, pelos vãos e espaços que parecem vazios .
Nesse dia, eu me dou conta de como a vida é cheia de surpresas, nem sempre tão boas, nem sempre tão ruins. Tudo depende de como minha expectativa está vibrando.
Expectativa é fator surpresa. Se for calcado na realidade crua o resultado é “bom”, caso contrário, a decepção é tão certa quanto à morte “ou os impostos”.
Todo mundo se decepciona alguma vez na vida. Comigo não é diferente. Decepção não é um problema, mas, pode ser; eu penso, se você der valor demais a ele.
De vez em quando, uma tristeza surge. Tudo bem, o segredo aqui é a paciência; pois esses momentos são ricos e é justamente quando eu me coloco em frente ao espelho de verdade, me encaro e faço o confronto.
É uma batalha de lágrimas e sangue. Eu choro. Choro muito. Esgoto as lágrimas e vou pro inferno. Depois de passados uns dias lá, eu volto.
Eu sempre volto, muito melhor e renovada. Serena. Inteira.
Já se deu conta de que a alegria verdadeira surge na serenidade? Não precisa de muito, um passarinho que canta, um abraço de um amigo, uma ideia que surge, uma criança que brinca ao lado, sorrir dormindo.
Aniversário é um bom motivo para os R: reiniciar, receber, rever, renovar, realizar.
Cada pessoa pode utilizar uma letra ou usar todo o abecedário.
Daqui para a frente, não há tempo a perder.
Então, vamos lá, mais uma oportunidade que surge, para começar de novo.
Parabéns !
04 Julho 2011, 00:10h
Edilaine R.
Em todo aniversário eu me lembro das palavras do meu querido amigo psicanalista G. Brun, “Edilaine, aniversário é mais um ano próximo da morte”. Para alguns essas palavras ressoam fúnebres, mas para mim, elas significam a possibilidade de viver mais um ano – se ele me for concedido inteiro.
Possibilidade é a senha e a proposta.
Mais um ano para acertar as contas com os erros do passado; para limpar as arestas; polir a pedra.
Polir a pedra, porque sempre há em nós uma parte feita de pedra bruta, resistente. Nesta pedra eu insisto em jogar água; como diz o sábio ditado popular “água mole me pedra dura ...”
Na medida em que limpo as arestas, vou extinguindo os cantos, as sombras que atrapalham meu campo de visão. Para quem é cego como o morcego, ou como eu, a visão é um ponto chave.
Quem me conhece, sabe que enxergar o que não se vê para mim é de suma importância. E em geral, enxergo aquilo que não se vê com facilidade. A cegueira como limite físico faz coisas extraordinárias – e a natureza sempre compensa uma limitação. Lidar com isso, nunca foi muito fácil. Entretanto, ninguém disse que seria.
Desse modo, vou desvelando os pequenos acontecimentos do cotidiano; olhando de soslaio, pelos vãos e espaços que parecem vazios .
Nesse dia, eu me dou conta de como a vida é cheia de surpresas, nem sempre tão boas, nem sempre tão ruins. Tudo depende de como minha expectativa está vibrando.
Expectativa é fator surpresa. Se for calcado na realidade crua o resultado é “bom”, caso contrário, a decepção é tão certa quanto à morte “ou os impostos”.
Todo mundo se decepciona alguma vez na vida. Comigo não é diferente. Decepção não é um problema, mas, pode ser; eu penso, se você der valor demais a ele.
De vez em quando, uma tristeza surge. Tudo bem, o segredo aqui é a paciência; pois esses momentos são ricos e é justamente quando eu me coloco em frente ao espelho de verdade, me encaro e faço o confronto.
É uma batalha de lágrimas e sangue. Eu choro. Choro muito. Esgoto as lágrimas e vou pro inferno. Depois de passados uns dias lá, eu volto.
Eu sempre volto, muito melhor e renovada. Serena. Inteira.
Já se deu conta de que a alegria verdadeira surge na serenidade? Não precisa de muito, um passarinho que canta, um abraço de um amigo, uma ideia que surge, uma criança que brinca ao lado, sorrir dormindo.
Aniversário é um bom motivo para os R: reiniciar, receber, rever, renovar, realizar.
Cada pessoa pode utilizar uma letra ou usar todo o abecedário.
Daqui para a frente, não há tempo a perder.
Então, vamos lá, mais uma oportunidade que surge, para começar de novo.
Parabéns !
04 Julho 2011, 00:10h
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Verso de encanto
Verso de encanto
Edilaine R.
Fala ... que eu me encanto
com tua fala ...
Ouço ...
Ouço sua voz e o
timbre percorre meu corpo
encantando-o .
Assim, toda encantada eu fico.
(terça , 11:28h)
Edilaine R.
Fala ... que eu me encanto
com tua fala ...
Ouço ...
Ouço sua voz e o
timbre percorre meu corpo
encantando-o .
Assim, toda encantada eu fico.
(terça , 11:28h)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Silêncio
Silêncio
Edilaine R.
.......................
A cada ano que passa eu silêncio mais. Vou silenciando a fala. Por outro lado, lá na mente as palavras ecoam. Os ecos daquelas tantas palavras que não foram ditas, colocadas para fora.
Na medida que o tempo passa os passos diminuem. A pressa de antes é paulatinamente substituída pela graça do um passo após o outro. Por que a pressa ? Por que correr ( pergunta-me a mente que faz o contrário ) ?
A lentidão do passo destoa com a pressa da mente. A mente vai embora, voa feito águia e sempre me pego caminhando cada vez mais lentamente como se fosse uma tartaruga.
O que a águia tem em comum com a tartaruga ? Nada eu penso, são apenas contrários em sua experiência de caminho, de vida.
O corpo não raras vezes tem vida própria e contraria sistematicamente o que deseja a mente. No entanto, a mente é mais poderosa e ganha sempre do corpo.
Enquanto planejo uma viagem, um passeio, a produção de um texto, a mente vai primeiro - ao destino e volta sem o corpo ter saído do lugar. Encontra pessoas, conversa, troca experiências, volta mais aberta e repleta de conhecimentos.
No silêncio de cada ano os conhecimentos acumulam-se nos baús da memória. Em cada baú há guardado inúmeras histórias e aventuras - que o corpo e a mente juntas produziram.
Em cada história uma imensidão de palavras, sonhos e vivências. Vivências como se sabe, podem ser boas e más. Logo, rememorar essas histórias é vivenciá-las de novo – prontamente, a velocidade da luz, estou lá de volta.
O que eu faço com as reminicências más ? Volto, refaço o caminho, fico triste, choro e final da história sorrio e me pergunto o que o mau me trouxe de bom ? É, porque nada é mau por inteiro ...
Com as histórias e aventuras boas nem preciso dizer que me divirto de novo.
É claro que como não estou morta - embora o corpo insista em querer parar, novas histórias e aventuras vão sendo produzidas no cotidiano. Daí, novos baús surgem e vão dando um jeito de se arrumar nos espaços da mente.
Essa arrumação vai ficando cada vez mais fácil e talvez seja por isso que eu vou silenciando mais a cada ano .
20 Fev 2011 03:00h ( madrugada )
Meu Livro (em fase de construção): "Um Olhar em viés sobre o Cotidiano"
Edilaine R.
.......................
A cada ano que passa eu silêncio mais. Vou silenciando a fala. Por outro lado, lá na mente as palavras ecoam. Os ecos daquelas tantas palavras que não foram ditas, colocadas para fora.
Na medida que o tempo passa os passos diminuem. A pressa de antes é paulatinamente substituída pela graça do um passo após o outro. Por que a pressa ? Por que correr ( pergunta-me a mente que faz o contrário ) ?
A lentidão do passo destoa com a pressa da mente. A mente vai embora, voa feito águia e sempre me pego caminhando cada vez mais lentamente como se fosse uma tartaruga.
O que a águia tem em comum com a tartaruga ? Nada eu penso, são apenas contrários em sua experiência de caminho, de vida.
O corpo não raras vezes tem vida própria e contraria sistematicamente o que deseja a mente. No entanto, a mente é mais poderosa e ganha sempre do corpo.
Enquanto planejo uma viagem, um passeio, a produção de um texto, a mente vai primeiro - ao destino e volta sem o corpo ter saído do lugar. Encontra pessoas, conversa, troca experiências, volta mais aberta e repleta de conhecimentos.
No silêncio de cada ano os conhecimentos acumulam-se nos baús da memória. Em cada baú há guardado inúmeras histórias e aventuras - que o corpo e a mente juntas produziram.
Em cada história uma imensidão de palavras, sonhos e vivências. Vivências como se sabe, podem ser boas e más. Logo, rememorar essas histórias é vivenciá-las de novo – prontamente, a velocidade da luz, estou lá de volta.
O que eu faço com as reminicências más ? Volto, refaço o caminho, fico triste, choro e final da história sorrio e me pergunto o que o mau me trouxe de bom ? É, porque nada é mau por inteiro ...
Com as histórias e aventuras boas nem preciso dizer que me divirto de novo.
É claro que como não estou morta - embora o corpo insista em querer parar, novas histórias e aventuras vão sendo produzidas no cotidiano. Daí, novos baús surgem e vão dando um jeito de se arrumar nos espaços da mente.
Essa arrumação vai ficando cada vez mais fácil e talvez seja por isso que eu vou silenciando mais a cada ano .
20 Fev 2011 03:00h ( madrugada )
Meu Livro (em fase de construção): "Um Olhar em viés sobre o Cotidiano"
Assinar:
Postagens (Atom)

